terça-feira, 16 de novembro de 2010

Vestida para matar

por Sonia Zorzi*


As festas de final de ano estão chegando, muitas empresas, já estão na efervescência dos preparativos e das preocupações. Por que preocupações? Porque muitas colaboradoras perdem a noção do que é permitido numa festa de empresa. Com o intuito de auxiliar você colaboradora e você gestor (a) de pessoas é que coloquei nesse “drops”, algumas sugestões, a fim de evitar constrangimentos.

1- FESTA DA EMPRESA é uma festa de confraternização dos colaboradores de uma organização, ou seja, é o encontro amigável de profissionais, e não uma reunião de amigos.

2- Partindo do princípio que festa da empresa é um encontro profissional, vista roupas formais, discretas (isso não significa sem colorido).  ESQUEÇA decotes, fendas e EXAGEROS.

3- A maquiagem, deve valorizar o que você tem de melhor, não sendo pesada, ou mesmo própria para tirar fotografia. Se você valorizar os olhos, os lábios deverão ser claros e vice e versa.

4- Homem bêbado já é ruim, mulher então... Saiba qual é o seu limite de bebida, procure tomar uma ou duas doses, lembre-se FESTA DA EMPRESA- ENCONTRO DE PROFISSIONAIS.  Você pode até estar pensando: se o meu chefe bebe, fica bêbado e porque eu não posso. Minha sugestão é que você  se compare com exemplos positivos sempre, pois isso é garantia de sucesso. Se você gosta de beber faça isso com seus amigos e não com seus CONCORRENTES.

5- Comida, este é um item importante, pois muitas parecem que nunca comeram na vida, enchem seus pratos de uma só vez, misturando tudo, como se a comida fosse acabar.

O serviço de jantar nessas festas é o americano, onde há, pelo menos, uma grande mesa, e nela  são servidos todos os pratos frios e quentes. Forma-se uma fila ao redor da mesa e os garçons, vão servindo os convidados um a um.

Nesse tipo de serviço, peça ao garçom pequenas porções, e se quiser repetir, volte ao buffet. Primeiro pegue os pratos frios e depois os quentes, por último a sobremesa.

6- Cantada, cuidado para não provocar ou mesmo se insinuar. Sei que a química nos encontros fora do expediente de trabalho funciona. É um olhar, um toque, um cheiro. Cuidado todos estão mais vulneráveis nesses momentos, a razão sai de cena e entra a emoção; no entanto “amanhã é um outro dia”, o conto de fadas acabou e ficam: mau humor, vergonha, não me lembro de nada.... e muitos, muitos, muitos  comentários.

7- Divirta-se na festa, com discrição,observe, integre-se com seus colegas e aproveite para conhecer aqueles que você só ouve no telefone

Se você estiver se perguntando: não vou parecer careta? Uma freira, quando algumas de minhas colegas estarão sensuais? Posso garantir que o seu day after (dia seguinte) será gratificante, muitas delas serão duramente criticadas e algumas até serão preteridas na promoção. No entanto, você será tida como uma profissional, que sabe respeitar o ambiente em que vive. Será aquela que os colegas confiarão, pois sem dúvida você passou credibilidade, profissionalismo e respeito.

Boa festa e divirta-se.


*Sonia Zorzi é consultora empresarial, sócia diretora da soniazorzi learning, training e consulting, professora universitária em cursos de pós graduação, palestrante, Dra. em Administração de Recursos Humanos, Mestra em Educação e Master em Programação Neurolinguística.

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Eu sou bom …


por Sonia Zorzi*


Sábado à noite, estava eu numa reunião com amigos queridos, jogando conversa fora, quando um dos participantes do grupo (talvez o mais querido), começou a queixar-se sobre a dificuldade de ser reconhecido como um bom profissional.

Na sua fala ressaltava o quanto era um excelente profissional, mas pouco reconhecido. Seus chefes (no entender dele) não percebiam o seu real valor, outros profissionais do setor, “puxa- sacos” (assim ele se referia) conquistavam postos e ele permanecia sempre na mesma. O que fazer, ele me inquiriu, e novamente voltou a discursar sobre o quanto era bom naquilo que fazia e na injustiça que sofria.

Diante do discurso inflamado e exaltação de tantas qualidades eu perguntei: O que é exigido de você? Você faz além da conta, sem esperar nada em troca? Quantas pessoas fazem o mesmo que você? Qual é o valor que o mercado dá ao seu serviço? Quantas vezes você foi procurado por outra empresa, ou por outra chefia para fazer parte de outra equipe? Quantas pessoas sabem que você é bom, além dos amigos? Os amigos te reconhecem como bom?

A resposta foi: _ “bem....., eu não sei...... eu só sei que sou bom, se sou bom não preciso fazer propaganda do meu trabalho, os outros é que têm de me reconhecer”.

Tudo isso me fez refletir que:

a) muitas vezes nos vemos como bons, mas os outros nos vêm como comuns.

b) quando fazemos somente o que é esperado, não fazemos mais nada que nossa obrigação, somos contratados para isso.

c) muitas vezes nosso trabalho é bom, mas não é o que o mercado está querendo (vendemos um serviço que não tem comprador).

d) não basta ser bom, os outros têm de reconhecer e para tanto, muitas vezes temos de usar nossa competência relacional.

e) somos promovidos a nossa incompetência, ou seja, a promoção não é o fim, mas o princípio para que possamos nos desenvolver. Quando somos promovidos é por que temos condições mínimas para ocupar o cargo; no entanto para exercê-lo bem, temos de crescer e desenvolver nossas competências quer sejam, elas, técnicas ou emocionais, ou ainda ambas concomitantemente.

Portanto, meu amigo (a), se você também tem o discurso do BOM PROFISSIONAL INJUSTIÇADO, saiba que reclamar, não levará você a lugar algum. Minha sugestão é que você reflita sobre as suas reais competências e verifique quais precisam ser DESENVOLVIDAS. 

CHORAR, DISCURSAR, RECLAMAR, só tornarão (no meu entender) você um chato; o que vale mesmo é AGIR, MUDAR, EVOLUIR. 

Mãos a obra e sucesso.



*Sonia Zorzi é consultora empresarial, sócia diretora da soniazorzi learning, training e consulting, professora universitária em cursos de pós graduação, palestrante, Dra. em Administração de Recursos Humanos, Mestra em Educação e Master em Programação Neurolinguística.

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Pró-atividade ou interesse? Comportamentos integrantes da Ética Empresarial


por Sonia Zorzi*


De acordo com o dicionário do Aurélio pró-atividade significa estar a favor de exercer uma ação; e interesse é ter empenho, curiosidade por algo.

No mundo corporativo muito tem se falado em pró-atividade e colaboradores pró-ativos. Esses como sendo indivíduos que se antecipam as necessidades do chefe ou da organização. Alguns até enfatizam que aos mesmos deveriam perceber ter a sensibilidade das necessidades de seus setores, chefes, acionistas, e outras coisas mais.

No meu entender isso é “poder de adivinhação”, mas queira ou não é a linguagem encontrada nesse mundo tão cobiçado: o corporativo.

Não sei dizer se sou mais humilde, ou mais realista, ou algo que o valha, para mim um colaborador interessado seria o ideal. Raciocinem comigo, você já imaginou um colaborador que tivesse empenho em realizar suas atividades, curiosidade em descobrir qual o papel dele dentro do processo produtivo? Que maravilha! Sem dúvida ele estaria motivado, compromissado, não só com a empresa, mas com ele mesmo.

Hoje tenho o sentimento, pelo menos nas empresas onde presto serviços e mesmo nas Universidades onde dou aulas, que as pessoas estão desinteressadas nelas. Não têm empenho, curiosidade de descobrir o que querem para suas vidas ou mesmo qual a conseqüência de suas ações do presente para daqui a cinco anos.

Outro dia ouvi de um garoto de 18 anos, após ter feito a pergunta – O que você quer estar fazendo daqui a 5 anos? O seguinte: “Quero ter uma Ferrari, estar formado em engenharia, casado e com uma casa no melhor bairro da cidade”. Perguntei novamente: - “como você pretende conseguir tudo isso?” Ele me respondeu: - “ganhando na loteria”. 

Qual o empenho? Qual a curiosidade? 

A sensação passada é: eu quero. No entanto não percebi nele o interesse em descobrir como isso acontece, ou mesmo como conseguir galgar espaços.

Não contente, continuei minha pseudo pesquisa. Perguntei a alguns colaboradores de uma empresa: O que você pretende para o próximo ano em relação ao seu trabalho? A resposta: “Não sei, acho que quero fazer a mesma coisa, do jeito que está hoje”.

Continuei a conversa: Você não tem vontade em mudar algo na sua vida, trabalho? Novamente: “Não sei...

Insisti ainda, como já disse, na pseudo pesquisa, agora com meus alunos de pós-graduação: Qual o seu interesse em fazer a pós? Resposta: “Acho que é para ter mais conhecimento, não tenho bem certeza”.  “Não sei, a empresa exigiu que eu me aperfeiçoasse”. E para minha surpresa ouvi de um “Meu interesse é conhecer novas técnicas, conhecer pessoas, discutir e aplicar conceitos no meu trabalho”.

Essas vivências me levaram a pensar: pró-atividade ou interesse?

Eu, sem dúvida, fico com interesse. Gostaria de ter funcionários que tivessem curiosidade e empenho pela vida.

Vida, para mim, tem um conceito amplo onde posso enquadrar: interesse pelo trabalho, vocação, profissão, família, sociedade, bens materiais, qualidade de vida, emoções, aperfeiçoamento, crescimento como ser humano.

Imagine se em sua organização, seu setor, sua família, existissem pessoas com interesse, ou seja, empenhadas em fazer algo, com curiosidade para alçar descobertas?

Indo mais longe, se a comunidade, a sociedade fosse formada por pessoas que tivessem interesse, empenhadas em construir algo que pudesse contribuir para a melhoria da humanidade?

No momento eu estou procurando colaboradores interessados, pois acredito que eles sem dúvida contribuirão melhor para a organização. No meu entender os interessados sabem o que querem, têm rumo e curiosidade para descobrir as ferramentas que os levarão ao sucesso.



*Sonia Zorzi é consultora empresarial, sócia diretora da soniazorzi learning, training e consulting, professora universitária em cursos de pós graduação, palestrante, Dra. em Administração de Recursos Humanos, Mestra em Educação e Master em Programação Neurolinguística.

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