terça-feira, 26 de abril de 2011

Assedio moral no trabalho


por Sonia Zorzi*


Nos dois últimos meses, tenho recebido muitos relatos de colaboradores sobre assédio moral no trabalho. Primeiramente é necessário esclarecer o que é considerado assédio moral no trabalho.

De acordo com a ONG – assediomoral.org, é considerado assédio moral aos tralhadores e trabalhadoras a exposição dos mesmos a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.

Isso quer dizer que, se seu chefe tiver um “chilique” com você, na frente de outros colegas de trabalho, causando em você humilhação, por REPETIDAS vezes, isso pode ser considerado assédio. No entanto se for uma vez,  isso chama-se “sequestro emocional”, onde o indivíduo por algum motivo, perde a lógica e a emoção embota a razão.

Portanto uma ato isolado de agressão não é assédio moral, para ser considerado assédio  é necessário:
1. repetição sistemática
2. intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego)
3. direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório)
4. temporalidade (durante a jornada, por dias e meses)
degradação deliberada das condições de trabalho

Saiba que é muito comum em condições de degradação deliberada do processo de trabalho, bem como em atitudes e condutas negativas das chefias em relação aos subordinados, causando prejuízos aos colaborares e a organização; serem acobertadas pelos próprio grupo de trabalho,  quer seja por  medo de perderem seus empregos, sentimento de culpa, vergonha ou mesmo por considerarem que isso não é de sua conta (“ema, ema, ema, cada um com seus problemas). Portanto muitas vezes você estará sozinho neste tipo de situação. 

Como se defender então: 
1- Se você está sendo vítima de assédio moral, procure o setor de gestão de pessoas de sua empresa, relate o que está ocorrendo

2- Você pode também, procurar o sindicato da categoria para ser orientado

3- ao conversar com a chefia em questão, faça sempre de portas abertas, ou vá com outro colega de trabalho

4- Procure gravar, essas situações, através do celular

5- Converse com seus colegas, com seus familiares, busque apoio

6- Fortaleça sua auto-estima, seu financeiro. Prepare-se. Lembre-se você pode DEMITIR a empresa. Nós temos a obrigação de sermos felizes.


*Sonia Zorzi é consultora empresarial, sócia diretora da soniazorzi learning, training e consulting, professora universitária em cursos de pós graduação, palestrante, Dra. em Administração de Recursos Humanos, Mestra em Educação e Master em Programação Neurolinguística.

www.sejaprofissional.com.br

segunda-feira, 21 de março de 2011

Feliz Ano Novo... O carnaval acabou


por Sonia Zorzi*


Como todos nós comentamos o ano novo no Brasil só começa depois do carnaval, e depois do carnaval, significa na semana seguinte a ele. Nesse ano, começamos com algo inusitado e trágico: o tsunami no Japão. Acredito que vocês devam estar se perguntando, o que isso tem haver conosco?  o tsunami e o terremoto aconteceram do outro lado do mundo.

Pois bem, preparem-se, o mercado empresarial brasileiro que andava com falta de mão de obra qualificada, já esta de olho nos brasileiros que estão retornando do Japão, por conta desses acontecimentos.

Que tipo de mão de obra pode “inundar” o nosso mercado empresarial? Provavelmente, nos próximos meses, veremos a chegada de “conterrâneos”, que tem como características conhecimentos tecnológicos mais compatíveis com aos utilizados pelas empresas produtivas e que foram recém importados.

Como se não bastasse a facilidade e o conhecimento em trabalhar com as novas tecnologias, esses profissionais adquiriram no exterior valores e comportamentos  que interessam às nossas empresas tais como: comprometimento, responsabilidade, pontualidade, planejamento, organização, disciplina, foco em objetivos e metas, entre outros.

Portanto, o processo de vitimização, ou seja, aquela história que estamos acostumados a ouvir aqui, que o empregador nos explora que somos pobres coitados que temos de trabalhar; não faz mais parte da vida desses brasileiros que viveram no Japão.

Cabe aqui lembrar que a cultura japonesa apregoa a dignidade que o trabalho dá ao homem (no sentido de ser humano), portanto essa mão de obra que retorna será pelo conhecimento e comportamento que representa muito bem vinda.

Por isso trabalhadores da área produtiva do setor automobilístico, siderúrgico, agrícola, metalúrgico, químico, farmacêutico entre outros, preparem-se, pois vocês terão fortes concorrentes nos próximos meses e quem sabe anos, concorrentes esses que influenciarão diretamente na forma de trabalho, bem como na forma de ação corporativa. 

Sem dúvida eles imprimirão valores diferentes dos que estamos acostumados, e provavelmente a postura de vítima será modificada. Quem sabe “aquele “nosso colega que reclama todo dia que tem de trabalhar, encare o trabalho como dignificador do ser humano.

Sendo assim, só me resta desejar aos que retornam feliz retorno, e a todos, Feliz Ano Novo...



*Sonia Zorzi é consultora empresarial, sócia diretora da soniazorzi learning, training e consulting, professora universitária em cursos de pós graduação, palestrante, Dra. em Administração de Recursos Humanos, Mestra em Educação e Master em Programação Neurolinguística.

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ano novo, projetos novos

por Sonia Zorzi*


Nesta nossa conversa, gostaria de lembrar a todos que o mercado de trabalho está aquecido. Muitas são as oportunidades de novos trabalhos em novas empresas (veja que eu não falei emprego), bem como dentro da própria empresa que você já é contratado.

Como inserir-se nesse universo de promoções e contratações? Minha sugestão é que você faça uma auto avaliação; depois converse com seus colegas de trabalho, peça a eles, para também, avaliarem seu trabalho e por último, se possível, converse também com o seu chefe sobre seu desempenho.

Feito isso, encare a verdade e aceite os pontos nos quais você deverá evoluir, se preciso, busque ajuda, leia mais material de conhecimentos gerais (Big Brother não é conhecimento geral), assista documentários e jornais; e quando necessário encare cursos regulares para aumentar a sua capacitação técnica.

Outra sugestão: faça trabalhos voluntários, dessa forma você irá desenvolver o seu lado relacional e ainda “de quebra”, você estará desenvolvendo outras pessoas ou entidades.

Ah! Converse com sua família, inclua-a nos seus projetos, pois ela sem dúvida é o seu suporte emocional, e se você é daqueles que não acredita nisso, lembre-se nós somos resultado de nossa história de vida, portando família faz parte disso.

Depois de todas essas reflexões e planos de evolução é só agir. Garanto que você irá desenvolver-se profissional e emocionalmente.
Sucesso a todos.


*Sonia Zorzi é consultora empresarial, sócia diretora da soniazorzi learning, training e consulting, professora universitária em cursos de pós graduação, palestrante, Dra. em Administração de Recursos Humanos, Mestra em Educação e Master em Programação Neurolinguística.

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