quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Atire a primeira pedra

por Sonia Zorzi*

Estamos no período de festas natalinas e confraternizações, são jantares, churrascos, almoços, happy hours, que acontecem nos mais variados lugares: na própria empresa, restaurantes ou mesmo em sítios.

Nessa época observamos vários comportamentos, adequados e não adequados, os quais são comentados nos dias seguintes. Claro que são DIAS, até por que muitos não se contentam com um simples dia de comentário, para falar das roupas, cabelos, quem bebeu, quem comeu muito ou pouco, quem tinha mais celulite e outros.

Atire a primeira pedra quem nunca foi a uma festa  com excesso de bijuteria ou mesmo com uma roupa decotada, ou ainda justa demais. Quem nunca foi com biquíni ousado para desfilar o corpão ou suposto corpão. Quem não tem celulite, barriguinha, ou ainda, quem por nervosismo falou, bebeu, e riu demais. Quem é que não tem um marido, uma  esposa, um namorado, ou uma namorada que não se entrosa na festa, ou então se entrosa até demais? Quem nunca olhou com cobiça para o namorado, marido, namorada, esposa, e ou “ficante” de um colega?

Pelo menos uma vez na vida alguns desses comportamentos, nós já tivemos, portanto, não desperdice tempo, energia, inteligência, destilando seu veneno ou fazendo chacota nos corredores, banheiros e demais dependências da sua empresa. Entenda que o outro é diferente de você. O que você julga correto, pode não ser para o outro.

Portanto, curta os momentos vividos, se você não gostou, não desperdice a vida com chacotas e comentários inúteis, mas se gostou, guarde as boas recordações e seja feliz.

*Sonia Zorzi é Consultora empresarial, sócia diretora da soniazorzi learning, training e consulting, professora universitária em cursos de pós graduação, palestrante, Dra. em Administração de Recursos Humanos, Mestra em Educação e Master em Programação Neurolinguística.

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Você já praticou a corrupção?

por Reinaldo Bento de Lima*

Normalmente, nós associamos a corrupção ao funcionário público envolvido com dólares na cueca, ou reais em meias, conforme prevê o Código Penal Brasileiro, nos seus artigos 317 e 333.

Mas, se entendermos que a corrupção é uma forma de suborno, chantagem, sedução, ou até mesmo de ilusão, vamos perceber que a corrupção está intrinsicamente ligada ao nosso dia a dia, quer seja na vida privada ou profissional, porém não necessariamente ligado ao pagamento de dinheiro ou vantagens explícitas, e sim nas vantagens implícitas.

Vejamos; atire a primeira pedra quem nunca pronunciou ou ouviu as frases abaixo, ou similar:
  • Ao filho; Se você não tirar boas notas ficará sem o computador.
  • A namorada; Eu vou com você ao shopping, mas só se você me deixar assistir o futebol antes
  • Na empresa; Nós temos que atingir a meta de vendas senão não haverá bônus.
Os opositores a idéia inicial poderão classificar as frases de motivadoras ou de chantagem emocional, mas no fundo elas transmitem a idéia de uma recompensa por uma determinada atividade, logo se caracteriza a idéia da sedução, da atração, do fascínio, portanto sofremos uma ilusão.

Dentro dessa óptica, a corrupção é uma ilusão que praticamos diariamente quer seja de forma inconsciente ou não, mas não podemos negar a sua presença em nosso cotidiano.

Se a corrupção é algo intrínseco a nossa cultura de formação, como podemos combate-la?

Primeiramente, é difícil combater algo que não está claro, assim vamos ver duas definições de corrupção:
  • Clássica: É uma quebra do código moral, através da troca entre quem detém o poder decisório, e/ou econômico visando vantagens pessoais.
  • Outra Visão: Vantagens (individual ou empresarial) adquiridas através da quebra de um código entre a consciência e o grupo social, gerado por uma verdade ilusória.
Quando analisamos as duas definições podemos entender porque algumas pessoas enxergam o dinheiro na cueca como corrupção e outras não. Essa forma de encarar os fatos está ligado diretamente aos valores pessoais, os quais são priorizados de diferentes formas ao longo das nossas vidas, isso ocorre porque vivemos em cima de valores e não de princípios.

Não podemos esquecer que os valores variam de acordo com a cultura local, região, ou nação, já os princípios são universais.

Assim, a melhor forma de combater a corrupção é utilizarmos de forma pessoal os princípios de LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE, e quando estivermos representando a empresa acrescermos os princípios de FOCO, LUCRO E COMPROMISSO, pois a partir desses princípios surgirão valores, hábitos e virtudes que serão intrínsecos a nós.



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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Briga de cachorro grande

por Sonia Zorzi*

Quem não ouviu falar sobre briga de cachorro grande? Pois bem, hoje eu vou contar uma história para você refletir sobre sua carreira, os planos de vida e as alternativas para eles.

Era uma vez num reino não muito distante, um rei déspota (como todos) que trazia seus comandantes no mais perfeito controle. Ele exercia esse controle conversando, fazendo promessas, sorrindo. Seus comandantes por sua vez davam o sangue por ele e incentivavam seus soldados a pensar no reino como um meio para conquistar status (cavalos caros, último modelo e com toda a tecnologia que o bônus e o salário de soldado poderiam comprar).

Todos eram felizes.  O rei por que ganhava dinheiro, poder e fidelidade dos seus comandados; os comandantes por que tinha a aprovação do rei, a fidelidade dos soldados, o dinheiro e o poder, lógico, menor do que o do rei; e os soldados tinham comandantes fiéis ao rei, que lhes davam segurança, um salário fixo todo mês e bônus no final do ano.

Dessa forma o reino se desenvolveu, cresceu, ficou rico. Um belo dia, quando o reino estava com muito dinheiro em caixa e chegada à hora da divisão dos lucros conquistados, o rei decidiu dividir o lucro segundo a sua vontade.

Porém, eis que, porém, os comandantes estavam desunidos, uns percebiam que ganhavam menos bônus do que os outros e que o rei não era tão justo quanto imaginavam. Foi nesse momento que surgiram as primeiras desavenças. Um dizia: eu mereço mais e meus soldados também por que nós conquistamos mais terras e jóias; outros nós não conquistamos tanto, mas somos mais amigos do rei que você.

Foi nesse clima de insatisfação que surgiu a grande briga entre os cachorros grandes: o rei, o comandante descontente e os comandantes favorecidos.

Revoltado o comandante descontente contou a seus soldados sua indignação; o quanto o rei estava sendo injusto com ele e com os próprios soldados.  E assim juntos resolveram montar outro reino: comandante, soldados e alguns recrutas. 

Conversaram, planejaram e decidiram sair. Ir para outras terras, montar um novo reino, no entanto, não contavam com a reação do rei déspota, nem com o poder de persuasão e de fogo que ele tinha. 

O comandante descontente e seus fiéis soldados viram muitas baixas significativas e inesperadas acontecerem. Nesse clima muita saliva foi gasta no convencimento dos recrutas que com medo da incerteza da nova terra abandonaram a idéia, e o mais triste: muitas amizades se desfizeram.

Restava, portanto, aos que sobraram se realinharem, buscarem soluções compartilhadas, alimentar a garra para as novas batalhas e tirar proveito da situação vivida.

Moral da história: ao programar sua carreira, veja se você não está no meio de uma briga de cachorro grande. Será que você está sendo realmente valorizado ou é simplesmente massa de manobra para o outro mostrar e conquistar poder?  Quais outros planos você têm se o principal não der certo? Você levantou todas as possibilidades? Dificuldades?

Pense nisso e seja feliz



*Sonia Zorzi é Consultora empresarial, sócia diretora da soniazorzi learning, training e consulting, professora universitária em cursos de pós graduação, palestrante, Dra. em Administração de Recursos Humanos, Mestra em Educação e Master em Programação Neurolinguística.

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