sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Eu sou bom …


por Sonia Zorzi*


Sábado à noite, estava eu numa reunião com amigos queridos, jogando conversa fora, quando um dos participantes do grupo (talvez o mais querido), começou a queixar-se sobre a dificuldade de ser reconhecido como um bom profissional.

Na sua fala ressaltava o quanto era um excelente profissional, mas pouco reconhecido. Seus chefes (no entender dele) não percebiam o seu real valor, outros profissionais do setor, “puxa- sacos” (assim ele se referia) conquistavam postos e ele permanecia sempre na mesma. O que fazer, ele me inquiriu, e novamente voltou a discursar sobre o quanto era bom naquilo que fazia e na injustiça que sofria.

Diante do discurso inflamado e exaltação de tantas qualidades eu perguntei: O que é exigido de você? Você faz além da conta, sem esperar nada em troca? Quantas pessoas fazem o mesmo que você? Qual é o valor que o mercado dá ao seu serviço? Quantas vezes você foi procurado por outra empresa, ou por outra chefia para fazer parte de outra equipe? Quantas pessoas sabem que você é bom, além dos amigos? Os amigos te reconhecem como bom?

A resposta foi: _ “bem....., eu não sei...... eu só sei que sou bom, se sou bom não preciso fazer propaganda do meu trabalho, os outros é que têm de me reconhecer”.

Tudo isso me fez refletir que:

a) muitas vezes nos vemos como bons, mas os outros nos vêm como comuns.

b) quando fazemos somente o que é esperado, não fazemos mais nada que nossa obrigação, somos contratados para isso.

c) muitas vezes nosso trabalho é bom, mas não é o que o mercado está querendo (vendemos um serviço que não tem comprador).

d) não basta ser bom, os outros têm de reconhecer e para tanto, muitas vezes temos de usar nossa competência relacional.

e) somos promovidos a nossa incompetência, ou seja, a promoção não é o fim, mas o princípio para que possamos nos desenvolver. Quando somos promovidos é por que temos condições mínimas para ocupar o cargo; no entanto para exercê-lo bem, temos de crescer e desenvolver nossas competências quer sejam, elas, técnicas ou emocionais, ou ainda ambas concomitantemente.

Portanto, meu amigo (a), se você também tem o discurso do BOM PROFISSIONAL INJUSTIÇADO, saiba que reclamar, não levará você a lugar algum. Minha sugestão é que você reflita sobre as suas reais competências e verifique quais precisam ser DESENVOLVIDAS. 

CHORAR, DISCURSAR, RECLAMAR, só tornarão (no meu entender) você um chato; o que vale mesmo é AGIR, MUDAR, EVOLUIR. 

Mãos a obra e sucesso.



*Sonia Zorzi é consultora empresarial, sócia diretora da soniazorzi learning, training e consulting, professora universitária em cursos de pós graduação, palestrante, Dra. em Administração de Recursos Humanos, Mestra em Educação e Master em Programação Neurolinguística.

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Pró-atividade ou interesse? Comportamentos integrantes da Ética Empresarial


por Sonia Zorzi*


De acordo com o dicionário do Aurélio pró-atividade significa estar a favor de exercer uma ação; e interesse é ter empenho, curiosidade por algo.

No mundo corporativo muito tem se falado em pró-atividade e colaboradores pró-ativos. Esses como sendo indivíduos que se antecipam as necessidades do chefe ou da organização. Alguns até enfatizam que aos mesmos deveriam perceber ter a sensibilidade das necessidades de seus setores, chefes, acionistas, e outras coisas mais.

No meu entender isso é “poder de adivinhação”, mas queira ou não é a linguagem encontrada nesse mundo tão cobiçado: o corporativo.

Não sei dizer se sou mais humilde, ou mais realista, ou algo que o valha, para mim um colaborador interessado seria o ideal. Raciocinem comigo, você já imaginou um colaborador que tivesse empenho em realizar suas atividades, curiosidade em descobrir qual o papel dele dentro do processo produtivo? Que maravilha! Sem dúvida ele estaria motivado, compromissado, não só com a empresa, mas com ele mesmo.

Hoje tenho o sentimento, pelo menos nas empresas onde presto serviços e mesmo nas Universidades onde dou aulas, que as pessoas estão desinteressadas nelas. Não têm empenho, curiosidade de descobrir o que querem para suas vidas ou mesmo qual a conseqüência de suas ações do presente para daqui a cinco anos.

Outro dia ouvi de um garoto de 18 anos, após ter feito a pergunta – O que você quer estar fazendo daqui a 5 anos? O seguinte: “Quero ter uma Ferrari, estar formado em engenharia, casado e com uma casa no melhor bairro da cidade”. Perguntei novamente: - “como você pretende conseguir tudo isso?” Ele me respondeu: - “ganhando na loteria”. 

Qual o empenho? Qual a curiosidade? 

A sensação passada é: eu quero. No entanto não percebi nele o interesse em descobrir como isso acontece, ou mesmo como conseguir galgar espaços.

Não contente, continuei minha pseudo pesquisa. Perguntei a alguns colaboradores de uma empresa: O que você pretende para o próximo ano em relação ao seu trabalho? A resposta: “Não sei, acho que quero fazer a mesma coisa, do jeito que está hoje”.

Continuei a conversa: Você não tem vontade em mudar algo na sua vida, trabalho? Novamente: “Não sei...

Insisti ainda, como já disse, na pseudo pesquisa, agora com meus alunos de pós-graduação: Qual o seu interesse em fazer a pós? Resposta: “Acho que é para ter mais conhecimento, não tenho bem certeza”.  “Não sei, a empresa exigiu que eu me aperfeiçoasse”. E para minha surpresa ouvi de um “Meu interesse é conhecer novas técnicas, conhecer pessoas, discutir e aplicar conceitos no meu trabalho”.

Essas vivências me levaram a pensar: pró-atividade ou interesse?

Eu, sem dúvida, fico com interesse. Gostaria de ter funcionários que tivessem curiosidade e empenho pela vida.

Vida, para mim, tem um conceito amplo onde posso enquadrar: interesse pelo trabalho, vocação, profissão, família, sociedade, bens materiais, qualidade de vida, emoções, aperfeiçoamento, crescimento como ser humano.

Imagine se em sua organização, seu setor, sua família, existissem pessoas com interesse, ou seja, empenhadas em fazer algo, com curiosidade para alçar descobertas?

Indo mais longe, se a comunidade, a sociedade fosse formada por pessoas que tivessem interesse, empenhadas em construir algo que pudesse contribuir para a melhoria da humanidade?

No momento eu estou procurando colaboradores interessados, pois acredito que eles sem dúvida contribuirão melhor para a organização. No meu entender os interessados sabem o que querem, têm rumo e curiosidade para descobrir as ferramentas que os levarão ao sucesso.



*Sonia Zorzi é consultora empresarial, sócia diretora da soniazorzi learning, training e consulting, professora universitária em cursos de pós graduação, palestrante, Dra. em Administração de Recursos Humanos, Mestra em Educação e Master em Programação Neurolinguística.

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

O banheiro da minha empresa é um shopping


por Sonia Zorzi*


Atire a primeira pedra quem não comprou, ou olhou, ou ainda experimentou, ou vendeu algo no local de trabalho. Essa é uma prática muito comum nos locais de trabalho. Os banheiros femininos de algumas empresas são verdadeiros shoppings, tanto pela quantidade de mercadorias expostas como pelo número de pessoas que provam as mesmas.

Por que isso acontece?
As desculpas podem ser as mais variadas possíveis, e algumas até convincentes, “mas”..., como disse são DESCULPAS. Isso quer dizer que a atitude de venda e compra no local de trabalho não é adequada, não é ética.

Analise comigo, você vendedor: Sua contratação foi para prestar um serviço e para isso você é remunerado, portanto ao realizar uma venda no local de trabalho, está quebrando o contrato, pois está utilizando as instalações e os equipamentos, da empresa, consequentemente não são seus e  você não paga por eles; provavelmente sem o consentimento prévio do dono; e além de tudo isso está se apropiando de um tempo que você não dispõe; lembre-se você vendeu o seu tempo quando decidiu aceitar o contrato de trabalho.

Meu amigo e/ou minha amiga, se você está agindo dessa forma, sem dúvida você está cometendo uma apropriação indébita, ou seja, “roubando” dinheiro investido em tempo, equipamentos e instalações. O que sabemos não é ético, portanto está comprometendo sua imagem de colaborador.

No entanto, meu amigo e/ou se você é um comprador, ou seja, dá aquela fugidinha na hora do expediente, experimenta compra ou mesmo não compra. Você também está agindo contra os princípios éticos, você é cumplice do nosso amigo ou amiga vendedor (a), ou mesmo receptador de mercadoria roubada (dinheiro investido em tempo, equipamentos e instalações pertencentes à empresa). Lembre-se se não há comprador, não há vendedor.

Minha sugestão:
Se você não está contente com o seu salário, ou mesmo acha que a empresa está roubando algo de você, ou seja, qualquer outra desculpa que dá para a sua ação de venda ou mesmo de compra dentro da empresa REPENSE no seu projeto de vida; nos seus objetivos financeiros, emocionais, materiais, de saúde; e verifique qual é o melhor caminho a ser seguido de uma forma ética, na qual você mais tarde venha a se orgulhar de si mesmo.




*Sonia Zorzi é consultora empresarial, sócia diretora da soniazorzi learning, training e consulting, professora universitária em cursos de pós graduação, palestrante, Dra. em Administração de Recursos Humanos, Mestra em Educação e Master em Programação Neurolinguística.

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